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COMERCIALIZAÇÃO DO MEL DOS AÇORES MAL EXPLORADA

Publicado: Quarta, 21 Outubro, 2009 Categoria:

Edição do Diário Insular de 21 de Outubro de 2009

SIEUVE DE MENESES, DA FRUTER, LAMENTA

Comercialização de mel
AÇORIANO É MAL EXPLORADA

Por falta de apoio do Governo Regional, as potencialidades de comercialização do mel açoriano não são devidamente exploradas.
Sieuve de Meneses, presidente da cooperativa de hortofruticultores da Terceira, Fruter, está consciente de que “não se tira partido da qualidade inigualável do mel produzido nos Açores”.
Para Sieuve de Meneses, “faz falta uma reunião geral, já prometida pelo secretário, que permita clarificar e definir directrizes, capazes de criar uma imagem do mel açoriano, sem esquecer a particularidade de cada uma das ilhas”.
O que está em causa é a dificuldade de comercialização, que não fica apenas a dever-se à escassa produção de mel. A fraca exploração da denominação de origem é também um factor impeditivo da exportação.
De acordo com o líder da cooperativa da Terceira, o mel açoriano tem duas denominações de origem: o mel multiflora, resultante da diversidade de flora permitida pelo clima e pela orografia da Região, e o mel de incenso, uma planta invasora proveniente da Austrália. Tratam-se ambos de “produtos diferentes por excelência e que mereciam melhor identificação”, afirma Sieuve Meneses.
Outra das soluções apresentadas pelo presidente da Fruter, de forma a melhorar a comercialização deste produto açoriano, passa por diferenciar os preços entre o mel comum e o mel de denominação de origem.
Esta questão surge numa altura em que a Região se prepara para ser representada no 10º Fórum Nacional de Apicultura, no próximo dia 14 em Ourém.
“A Fruter tem participado sempre nestes encontros”, afirma Sieuve Meneses, “é este tipo de eventos que motiva as pessoas, que desperta o seu interesse para que continuem a trabalhar mais e melhor”.
A nível Açores este ano ficou marcado por um decréscimo na produção de mel. Contudo, “esse decréscimo coincidiu com uma dinâmica de crescimento dos apicultores. Este ano os produtores tiveram mais abelhas rainhas e novas colmeias, o que acabará por resultar em mais mel e mais potencialidade para exportar”.
De momento, o mel dos Açores é encaminhado apenas para lojas gourmet no continente e para todas as ilhas da Região, onde é vendido na totalidade.
 Os Açores contam com um universo próximo dos 200 apicultores, sendo que 62 se encontram na Terceira, ilha com cerca de mil colmeias.


Fonte: Diário Insular

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